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PROTESTANTES TAMBÉM MANTINHAM TRIBUNAL DA INQUISIÇÃO

por José Maria Vasconcelos

 PROTESTANTES TAMBÉM MANTINHAM TRIBUNAL DA INQUISIÇÃO
religião | meio norte

Durante celebração da missa, neste domingo de final de novembro, o vigário Padre Carlito Nogueira, da paróquia do Bairro São João, expressou com angústia, episódio de quase provocação religiosa, ocorrido em São Paulo. O cardeal D. Odilo Scherre celebrava missa na catedral para multidão de católicos; outra expressiva concentração, mas de evangélicos, aos gritos e cânticos, glorificava ao Senhor. Duas fronteiras ao mesmo Deus, mas em territórios ainda meio turbulentos. O cardeal não conseguia transmitir a palavra sagrada, embora usando microfone, devido à ensurdecedora louvação evangélica frente à catedral. D. Odilo, solenemente paramentado, desceu do altar, dirigiu-se ao patamar do templo, ergueu o microfone e solicitou, educadamente, a compreensão dos pastores. Foi aplaudido pelos evangélicos. Venceu a paz. Manifestações assim, ocorrem, anualmente em Teresina, na festa católica de Corpus Christi: muita gente sai em procissão da catedral e se dirige até ao patamar da igreja de São Benedito. Todavia, de uns anos para cá, multidão de evangélicos, em fila enorme de automóveis e carrocerias de caminhões, bandas tocando, parte do outro lado da cidade, Balão do São Cristóvão, atravessa a ponte do Poti e chega às proximidades da São Benedito. Sem confrontos, sem mistura.

Ranços de intolerância religiosa nem se comparam aos tempos bicudos da INQUISIÇÃO. Refiro-me a católicos e protestantes, porque crudelíssimos atentados a patrimônios e a vidas humanas continuam exacerbados em alguns territórios dominados por muçulmanos.

A propósito do tema INQUISIÇÃO, que abordei em coluna anterior (A POSE IMPERIALISTA DO VATICANO), prometi retornar ao tema, mas exibindo outra face da inquisição. Os evangélicos, na época, vistos como protestantes, viviam em estado de belicosidade com os católicos, vice-versa. O leitor e diácono católico, Cincinato Leite, de Messejana, enviou-me longo comentário de extensa pesquisa. Eis alguns trechos: ”Pensava que só a Igreja Católica usara os tribunais da inquisição e que, segundo ouvi de professores, mais de 10 milhões foram mortos. Encontrei informações, e, como se trata de domínio público, repasso esses dados, não para suscitar ódio aos protestantes (evangélicos), mas para que seja feito outro julgamento sobre o que aconteceu. Conhecer esses dados e ficar calado é ser conivente com a injustiça...” E continua Cincinato: “É muito fácil fazer crítica ao modelo da Igreja Católica calcado no império romano. Os críticos deveriam desprezar o nosso direito que é calcado no direito romano, chamando-o de promíscuo e criando outro modelo. O número total de vítimas comprovadas é algo entre 50 e 100 mil. A maior parte das mortes na Europa ocidental ocorreu nos períodos e também nos locais onde havia intenso conflito entre católicos e protestantes e consequente desordem social. O número total de vítimas comprovadas é algo entre 50 mil e 100 mil. Basta folhear a monumental obra do protestante Charles Léa, para convencer-se de que, na realidade, as bruxas foram perseguidas e condenadas, mais pelos detentores do poder civil e pelos protestantes do que pelo tribunal católico”. Numa sociedade tão arraigada de combate a todo tipo de preconceito, já é tempo, também, de só rebanho em Cristo, mesmo em templos diferentes de adoração a um SER, em espírito e em verdade.Resultado de imagem para religiao



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